quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Queixa

"Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água

Ondas, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Batem forte sem esperança
Contra a tua dureza"

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Idéias inacabadas...

Aprendendo a transformar processo em produto. Pedacinhos de mim, sem pe nem cabeça, inicio nem fim, assim como todas as coisas da vida
10/11/09 de Celle


Retorno

Eu sempre abandono isso aqui... Parece que ele perdeu sua função desde que deixei terras alheias,e que longe delas perdi a poesia que residia em mim... Mas vamos tentar... Afinal a poesia não pode se esgotar as 21 anos de idade... Ou pode?
Descobrirei.

é estranho regressar, parece que é necessario regredir também, voltar a ser o que ja se foi outrora, ou então mudar radicalmente e se transformar em um outro ser fantastico e genial.Ainda mais dificil ficar entre esses dois extremos

rascunho
21/10/09 de Celle


Afastei-me desse mundo blog, pois as palavras me faltavamou as que me vinham so se relacionavam com aquela terra de além mar da qual fui arrancada...
Estou em processo de recomposição, juntanto os cacos, e voltando a meu eu, ou melhorvoltando não que não andarei para tras, mas tentando ser um novo eu, um outro eu...
Mas eis que volto, ainda com a alma repleta de saudades, de nostalgias, apesar do verão baian

rascunho10/10/09de Celle





rascunho18/09/09de Celle

Bye Bye deprê...

Natural é que a melancolia se apoderou de mim, que o saudosismo e a nostalgia não me deixem mais, estranho seria se assim não fosse...
Porém, cada vez mais tudo parece mais distante, e o agora começa a se apoderar e a rotina manda em mim...
rascunho 31/08/09 de Celle

domingo, 30 de agosto de 2009

A dúvida

não sei
por onde começar
o que fazer
o proximo passo
o passo anterior


não sei.

talvez admitir isso seja a coisa mais sábia a se fazer...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Saudades...

Essa palavra que so é presente em nosso vocabulario,
Saudade, meu remédio é cantar... E cantaram, e canatram todos...
Chega de Saudade, a realidade é que sem ela não há paz, é só tristeza e a melancolia que não sai de mim... não sai... não sai...

Estranho como ela pode ser assim tão útil para expressar um sentimento que tenho para com o além-mar, terras de outros, que saudades de mim não sente, desconhecedora dessa palavra que tem tomado conta de meu ser...

Tudo isso para dizer que cheguei, pisei os pés na terra dos orixás, do sincretismo, da capoeira, da bossa nova e do samba de roda... Não sem alegrias, claro, mentiria se dissesse não gostar desse aconchego... Mas foi com os olhos cheios d'água que decolei e foi com o coração na mão - não por culpa da minha fobia de aviões baratos - que cruzei esse oceano, que torna agora essa experiência tão distante, essa terra que não consigo avistar... Tudo não passou de um sonho, lindo e maravilhoso, uma vivência única, que sei que jamais repetirei...

Peter Pan partiu da terra do nunca, o crocodilo tic-tac me persegue e a "vida real" toma conta. Resta apenas o desejo de que ainda seja capaz de voar, alçar voo - de novo- impulsionada pelos bons pensamentos, e voltar para a minha aventura... Ou melhor, perseguir uma outra, melhor, pior, mas que seja aventura. Que seja diferente, que me tire do meu conforto, que me faça sentir viva e dona de mim.

Ja não me sinto mais parte daqui, mas sei que aqui jamais deixará de ser parte de mim. Porém, sei que também não sou parte de lá, e finalmente não faço parte de lugar nenhum... "à parte disso tenho em mim todos os sonhos do mundo"

quarta-feira, 29 de julho de 2009

percepcoes

"O meu mundo era apartamento, detefom, almofada e trato...
Me diziam todo momento fique em casa nao tome vento,
mas é duro ficar na tua
quando a luz da lua
tantos gatos pela rua
toda noite vao cantando assim:
nos gatos ja nascemos pobres, porem ja nascemos livres..."


Cheguei nessa terra assustada e ansiosa, cheia de medos e crises sem fim, fugindo de carmas e fantasmas, de prisoes construidas por mim. Cheguei aqui com medo, medo de nao mudar, de permanecer a eterna garota de apartamento, filha de maria e ze alguem. Menina prodigio. Elogios que sempre vieram de fora, como incentivo, e que se tornaram uma cobranca de dentro, inseguranca. Vim fugindo de tanta coisa, vim fugindo de mim, das minhas perguntas, das incertezas, da necessidade de resposta. Queria encontrar o pote de ouro no fim do arco-iris, a terra prometida, os amores, o fim dos problemas. A cura talvez... Porem como nunca fui boa de olhar para mim mesma, nunca soube os resultados, e a duvida do sera que alcancei algo nesse ano me perseguia loucamente, pois nao queria chegar la de maos abanando...
Ate que, enquanto eu contava minhas peripecias realizadas e ja me deliciava com aquelas que iria realizar, me perguntaram: "Voce ja teve medo alguma vez?" Nao soube responder. Medo? Medo de que? Sei la, medo. Medo de qualquer coisa, medo de alguma coisa. Pensei, refleti tentando buscar uma situacao temeraria. Nao, respondi com firmeza. Nao ha o que ter medo. Me ouvi, nao acreditei. Eu sou assim, e me estranhei.
"Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata"

domingo, 12 de julho de 2009

Uau! Faz tempo que não digito uma virgula nesse espaço cibernetico...

Tenho viajado muito, visto o mundo, ou melhor essa pequena porção dele que se chama Europa...
Tenho vivido muito, muitas experiencias inimaginaveis para mim, estado tão livre, leve e solta quanto o viajar solitario nos permite, e descobri o prazer desse solitario, tão maravilhoso, e nada de triste, na verdade uma solidão completamente acompanhada. Nunca me soube tão falante e extrovertida, tão cara de pau e corajosa... O que aconteceu com o medo, a covardia, o decoro? Ficaram bem trancados não sei onde, e espero que perca para sempre a chave...

Dei um fora por acaso. Fui sacaneada por uma velhinha. Durante o meu almoço alguem veio me contar todos seus problemas amorosos. Velhinhos riram de mim em uma lingua que não conheço. Dormi na casa de estranhos. Reencontrei brasileiros na rua. Vi minha banda favorita. Assisti inumeros espetaculos, bons e ruis. Deixei meu lar...

Quem diria que viajar so era tão bom assim? Ninguem para discutir para onde ir, suas regras, seus horarios... Nada de ceder ou achar um denominador comum. E a alma fica aberta para o que der e vier, os imprevistos são bem vindos e o acaso domina. O roteiro existe mas apenas para que saiamos da rota, para que entremos naquela ruela a esquerda de onde vem uma musica diferente, e evitemos de seguir para o ponto turistico principal, onde vamos nos deparar com o stress das cameras que não param, dos turistas que não calam...

é... "for a lonely soul you're having such a nice time..."

domingo, 12 de abril de 2009

Ensaio sobre a solidao

Porque temos tanto medo de ficar so? Estar so? Acabar so?
Porque parece que todas nossas inseguranças e medos se acabarão no dia
em que solidao nao houver?
Porque é impossivel ser feliz sozinho?

Sempre tive muito medo disso, sempre achei que precisasse de outro para ser completa
porem, nessa minha necessidade so descobri que o outro me deixava ansiosa, insegura
e cada vez menos completa. Dai os céus - essa entidade tragica helenica - me puniu e me disse:
"seras so até o dia em que aprenda a sê-lo".

Ainda não aprendi. 

Mas descobri que a solidao não é mal, castigo ou punição. Não é culpa minha, dos kilos a mais, do meio em que vivo... Certas coisas apenas são, e tentar explica-las so causa angustia.

Descobri que preciso aprender a so ser, completa so, que não existe outra metade, tampa da panela... as pessoas são especiais quando olhamos para elas de forma especial. Preciso aprender a olhar alem dessa miopia que me cega...

Enfim, preciso apenas aprender e isso SO vem com o tempo...



domingo, 29 de março de 2009

Abri essa pagina sem saber o que escrever...

Assim me parece que tem sido a minha vida, ja não sei mais o que escrever...
incrivel e assustador...
assustador porque o não saber nos deixa ansiosos e aflitos, nos paraliza,
e agora para onde vou?
Mas incrivel não se saber aonde vai, isso significa que os caminhos são muitos, e que me basta tomar uma decisão, uma folha não escrita esta aberta a qualquer ideia, e podemos estampas nela aquilo que queremos, que sabemos ou que queremos saber...

Adoro folhas em branco, sem pautas, sem limites, apenas uma grande possibilidade...

So me falta agora decidir o que imprimir... Pena que, para uma diretora, eu nunca fui muito boa com decisões, mas nunca é tarde para começar...































,

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ode a Paris



pronto.

esta certo.

acertado.

pago e salvo na memoria do meu computador.

anotado na agenda, que como uma vidente termina no mes de agosto, assim como esse meu sejour...


comprei a passagem.


Brasil, Bahia, Salvador, para o bem ou para o mal 5 de agosto piso os pés nessa terra e banho os cabelos nesse mar, forro esse estomago com o dende pra ver se a cabeça para de pensar

na minha Paris dos espaços minusculos, dos espanhois pequenos e geniais, dos vinhos sem fim, dos cinemas em preto e branco, assim como o inverno, e dos cancans coloridos como a primavera; do café e do chocolate mais caros do mundo, dos croissans amanteigados, dos quilos e quilos a mais; das lagrimas derramadas, dos beijos trocados, das gargalhadas dadas e dos sorrisos mil. Das crianças mimadas, das linguas multiplas, da macarronada italiana. Paris da aprendizagem, do crescimento que não se sente, da saudade que não se vê, das viagens sem fim, do samba na cabeça, do Brasil que não me sai da alma, ainda que Paris tenha roubado meu coração, eu sempre serei tua terrinha do carnaval, eu posso ter transformado as raizes em pernas, mas meus frutos sao sempre tropicais... Mas essa Paris assim tão minha so eu terei, e é com dor que começo as despedidas, os "au revoir" que eu espero que sejam um simples "a toute"... Não existe que você minha bela, perfeita em suas imperfeições, que me fez estrangeira, estrangeira a mim mesma, que me fez brasileira, e me mostrou tão latina quanto a américa cantada por Caetano, que me revelou minhas paixões, e tirou o véu da minha cegueira... A ti serei eternamente grata. Apaixonei-me por ti, e me vi um pouco mais...


ja vou embora

mas sei que vou voltar

amor, não chora

se eu volto é pra ficar...




Mas Brasil não se apoquente, que seu Ode esta no meu samba diario de cada dia...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Nublado

Hoje uma nuvem escondeu o sol que iluminava meu eu...


Deparei-me com a dura realidade de que terei que voltar, o meu lar de outrora ja me parece um recante de férias, e esse meu desconforto divido, ja me é tão mais aconchegante que qualquer "torre dourada"...


E retorno com o quê? Não colecionei amores, nem tampouco desilusões... Não tive uma revelação, nem encontrei o sucesso profissinal e muito menos o acadêmico. Não me encontrei, mas também não encontrei a perdição. Não cortei os cordões, mas descobri que as raizes estão la. Ganhei alguns livro, vi alguns gênios, descobri algumas verdades - ou decifrei mentiras(?). Não me metamorfosei na borboleta que todos prediziam. Continuo a mesma menina de sempre, cabeça nas nuves, coração na mão, pés descalços na terra molhada e uma alma cheia de melancolias, que surgem não se sabe de onde e nem para onde vão. Não descobri se o mais importante é saber de onde vem o vento ou para onde ele vai (para citar o meu gênio Arrabal), de repente seja apenas sentir a brisa, e parar de se perguntar... Senti a brisa, mas não consegui parar de me perguntar...


Apenas vivi momentos, efêmeros como a vida, conheci gentes - que talvez fiquem na alma, ou sumam com a proxima neve. Vi paisagens, cidades em tons pastéis, pessoas almodovarianas, rios poluidos. Vi que as folhas caem no outono para que as flores brotem na primavera; descobri que se o sol some é para que o amemos cada vez que ele ouse aparecer. Senti medo e alegria, me senti sozinha estando acompanhada e completa estando sozinha. Descobri que tenho muito a descobrir, e que não sei respoder às perguntas fundamentais que insistem em me fazer todo o dia. Não sei que teatro eu quero, que faculdade eu quero, que mundo eu quero e que amor eu quero... Tento descobrir que "eu" eu quero, se isso se passar todas as perguntas esmaecerão e a vida perdera o sentido. Não sei se sou Apolinea ou Dionisiaca, se sou ar ou se sou terra, se vou ou se fico...


Talvez esteja lendo muito Nietzsche ou ouvindo Caetando demais...






E eu menos estrangeiro no lugar que no momento

sigo sozinho caminhando contra o vento



e vem uma voz e me diz bem baixo no canto interno do meu ouvido: calma... ainda ha tempo...


de repente até la eu me metamorfoseio...

quarta-feira, 18 de março de 2009


Hoje fomos abandonados por um professor.

Não, ele não resolver fazer greve inativa.

Também não passou dessa pra melhor, ainda.


Decretou um regime de "autogerencia"(necessario dizer que é uma aula de Teatro e filosofias de avantgarde): (re)faremos uma perforamance (se é que algum ato de art vivant pode ser re-feito) dia 1° de Abril - e não faz parte das comemorações do dia da mentira. Ele nos entregou o cartaz e perguntou e se eu não estivesse aqui como vocês fariam? Em seguida avisou que iria mesmo, e marcou um rendez-vous para o dia 8. Criou-se o caos ( devo lembrar que o partido politico-filosofico do tal professor é DADA): "não nos abandone!"; "porque você não vai ao menos ver a performance?"; "o que você vai nos oferecer em troca, monsieur?". Ele partiu mesmo assim...


Dai comecei a me perguntar, é possivel um regime de autogerencia, ou melhor, um espaço em que não haja lider? Quem dara a ultima palavra? Pois sabe-se bem que todos nos amamos dar a ultima palavra, o que acontece se todos os 50 do grupo resolverem fazê-lo? é possivel decidir coletivamente, de forma que todos estejam de acordo? Ou sera que um lider sempre surge? Teremos que anular nossas individualidades por um ideal coletivo? Existe coletivo?


A reunião desenrolou-se sem o professor, alguns tomaram a frente e resolveram problemas, enquanto o resto de nos descutia questões praticas, no fim um a um colocou seu casaco, a mochila nas costas e partiu...


Aguardamos ansiosos pelo dia 1° de abril e o resultado da autogerencia.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Redescobrindo o Sol

A primavera esta chegando, depois de três meses vivendo dias cinzas e frios, os raios dourados do astro-rei dissipam as nuvens, o céu é azul de novo, o sorriso esta no rosto de todos, os parques estão tomados, todos "picnicando", profusão de cangas coloridas em contraste com a grama verde, os galhos, ainda secos, ja apresentam os primeiros gominhos das flores que virão...

Aqui sol é um estado de espirito e não apenas uma bola amarela acima de nossas cabeças
é promessa de vida no meu coração

quinta-feira, 12 de março de 2009

Eu te disse: « Primeiramente, honrar Deus acima de todas as coisas »
E você me disse: « sim »
E eu te perguntei o que significava honrar Deus acima de todas as coisas.
E você me disse: « Significa que é preciso sempre honrar Deus acima de tudo »
E eu te disse: « Ah! » Depois eu te disse: « Em segundo lugar, não blasfemar »
E você me disse: « sim »
E eu te perguntei o que significava não blasfemar.
E você me disse: « Significa que não se deve nunca blasfemar »
E eu te disse: « Ah! » E depois eu te disse: « Em terceiro lugar, guardar os domingos e festas de guarda »
E você me disse: « sim »
E eu te perguntei o que signifia guardar os domingos e dias de guarda.
E você me disse: signifia que deve-se sempre guardar os domingos e dias de guarda
Um, dois, três. Sim
E eu te disse: Em quarto lugar, honrar seu pai e sua mãe
E você me disse: « sim »
E eu te perguntei o que significava honrar seu pai e sua mãe.
E você me disse: « significa que deve-se sempre honrar seu pai e sua mãe. »
E eu te disse: « Ah! » E depois te disse: «Em quinto lugar, não matar »
E você me disse: « Sim »
E eu te perguntei o que signifia não matar.
E você me disse: « Significa que não se deve nunca matar »
E eu te disse: « Ah !» E depois eu te disse: « Em sexto lugar, não fornicar »
E você me disse: « Sim »
E eu te perguntei o que signifcava não formica.
E você me disse: « Significa que não se deve jamais fornicar »
E eu te disse: « Ah! »
Quatro, cinco, seis. Sim
E eu te disse: « Como? »
E você me disse: « O quê »
E eu te disse: «  Como isso, não fornicar? »
E você me disse: « Não fornicando »
E depois você me disse: « Como diz o catecismo »
E eu te disse: « Ah! » E depois eu te disse: « Mas quando? »
E voce me disse: « Bem, nunca. »
E eu te disse: « Mas onde? »
E você me disse: « Bem, em todos os lugares »
E eu te disse:  « Ah ! » E depois eu te disse: « Ah! » E depois eu te disse: « é uma dessas historias de grandes pessoas? »
E você me disse: « Sim. »


Trecho de Baal Babilonia de Fernando Arrabal









terça-feira, 10 de março de 2009

embriaguez embriaguez
EMBRIAGUEZ
EmBrIAGuez
briaguez
embri
zeugairbme....

eiaguezmbr.... br br br brrrrrr BR...

liberdade... hoje nada para meu pensar... as palavras saem sem controle, antigos inimigos tornam-se confidentes, amigos tornam-se desamigos, amores desafetos, amarguras...

oh embriaguez!

sont les mots d'une fille bourrée...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Me disseram que eu pareço ter muito a dizer, tanto que poderia dar um livro.
Imagina eu do alto da minha pos-adolescencia, so poderia falar das efemeridades da juventude, dos sonhos fantasticos, das vontades enormes, de tudo aquilo que é platonico, poético e romântico, mas da vida, seca e dura como ela parece ser, que saberia eu dizer?

estranho como a gente passa essa impressão as vezes...e eu que sempre achei que tivesse muito a ouvir...

je reve, et ça c'est tout...