domingo, 30 de agosto de 2009

A dúvida

não sei
por onde começar
o que fazer
o proximo passo
o passo anterior


não sei.

talvez admitir isso seja a coisa mais sábia a se fazer...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Saudades...

Essa palavra que so é presente em nosso vocabulario,
Saudade, meu remédio é cantar... E cantaram, e canatram todos...
Chega de Saudade, a realidade é que sem ela não há paz, é só tristeza e a melancolia que não sai de mim... não sai... não sai...

Estranho como ela pode ser assim tão útil para expressar um sentimento que tenho para com o além-mar, terras de outros, que saudades de mim não sente, desconhecedora dessa palavra que tem tomado conta de meu ser...

Tudo isso para dizer que cheguei, pisei os pés na terra dos orixás, do sincretismo, da capoeira, da bossa nova e do samba de roda... Não sem alegrias, claro, mentiria se dissesse não gostar desse aconchego... Mas foi com os olhos cheios d'água que decolei e foi com o coração na mão - não por culpa da minha fobia de aviões baratos - que cruzei esse oceano, que torna agora essa experiência tão distante, essa terra que não consigo avistar... Tudo não passou de um sonho, lindo e maravilhoso, uma vivência única, que sei que jamais repetirei...

Peter Pan partiu da terra do nunca, o crocodilo tic-tac me persegue e a "vida real" toma conta. Resta apenas o desejo de que ainda seja capaz de voar, alçar voo - de novo- impulsionada pelos bons pensamentos, e voltar para a minha aventura... Ou melhor, perseguir uma outra, melhor, pior, mas que seja aventura. Que seja diferente, que me tire do meu conforto, que me faça sentir viva e dona de mim.

Ja não me sinto mais parte daqui, mas sei que aqui jamais deixará de ser parte de mim. Porém, sei que também não sou parte de lá, e finalmente não faço parte de lugar nenhum... "à parte disso tenho em mim todos os sonhos do mundo"

quarta-feira, 29 de julho de 2009

percepcoes

"O meu mundo era apartamento, detefom, almofada e trato...
Me diziam todo momento fique em casa nao tome vento,
mas é duro ficar na tua
quando a luz da lua
tantos gatos pela rua
toda noite vao cantando assim:
nos gatos ja nascemos pobres, porem ja nascemos livres..."


Cheguei nessa terra assustada e ansiosa, cheia de medos e crises sem fim, fugindo de carmas e fantasmas, de prisoes construidas por mim. Cheguei aqui com medo, medo de nao mudar, de permanecer a eterna garota de apartamento, filha de maria e ze alguem. Menina prodigio. Elogios que sempre vieram de fora, como incentivo, e que se tornaram uma cobranca de dentro, inseguranca. Vim fugindo de tanta coisa, vim fugindo de mim, das minhas perguntas, das incertezas, da necessidade de resposta. Queria encontrar o pote de ouro no fim do arco-iris, a terra prometida, os amores, o fim dos problemas. A cura talvez... Porem como nunca fui boa de olhar para mim mesma, nunca soube os resultados, e a duvida do sera que alcancei algo nesse ano me perseguia loucamente, pois nao queria chegar la de maos abanando...
Ate que, enquanto eu contava minhas peripecias realizadas e ja me deliciava com aquelas que iria realizar, me perguntaram: "Voce ja teve medo alguma vez?" Nao soube responder. Medo? Medo de que? Sei la, medo. Medo de qualquer coisa, medo de alguma coisa. Pensei, refleti tentando buscar uma situacao temeraria. Nao, respondi com firmeza. Nao ha o que ter medo. Me ouvi, nao acreditei. Eu sou assim, e me estranhei.
"Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata"

domingo, 12 de julho de 2009

Uau! Faz tempo que não digito uma virgula nesse espaço cibernetico...

Tenho viajado muito, visto o mundo, ou melhor essa pequena porção dele que se chama Europa...
Tenho vivido muito, muitas experiencias inimaginaveis para mim, estado tão livre, leve e solta quanto o viajar solitario nos permite, e descobri o prazer desse solitario, tão maravilhoso, e nada de triste, na verdade uma solidão completamente acompanhada. Nunca me soube tão falante e extrovertida, tão cara de pau e corajosa... O que aconteceu com o medo, a covardia, o decoro? Ficaram bem trancados não sei onde, e espero que perca para sempre a chave...

Dei um fora por acaso. Fui sacaneada por uma velhinha. Durante o meu almoço alguem veio me contar todos seus problemas amorosos. Velhinhos riram de mim em uma lingua que não conheço. Dormi na casa de estranhos. Reencontrei brasileiros na rua. Vi minha banda favorita. Assisti inumeros espetaculos, bons e ruis. Deixei meu lar...

Quem diria que viajar so era tão bom assim? Ninguem para discutir para onde ir, suas regras, seus horarios... Nada de ceder ou achar um denominador comum. E a alma fica aberta para o que der e vier, os imprevistos são bem vindos e o acaso domina. O roteiro existe mas apenas para que saiamos da rota, para que entremos naquela ruela a esquerda de onde vem uma musica diferente, e evitemos de seguir para o ponto turistico principal, onde vamos nos deparar com o stress das cameras que não param, dos turistas que não calam...

é... "for a lonely soul you're having such a nice time..."

domingo, 12 de abril de 2009

Ensaio sobre a solidao

Porque temos tanto medo de ficar so? Estar so? Acabar so?
Porque parece que todas nossas inseguranças e medos se acabarão no dia
em que solidao nao houver?
Porque é impossivel ser feliz sozinho?

Sempre tive muito medo disso, sempre achei que precisasse de outro para ser completa
porem, nessa minha necessidade so descobri que o outro me deixava ansiosa, insegura
e cada vez menos completa. Dai os céus - essa entidade tragica helenica - me puniu e me disse:
"seras so até o dia em que aprenda a sê-lo".

Ainda não aprendi. 

Mas descobri que a solidao não é mal, castigo ou punição. Não é culpa minha, dos kilos a mais, do meio em que vivo... Certas coisas apenas são, e tentar explica-las so causa angustia.

Descobri que preciso aprender a so ser, completa so, que não existe outra metade, tampa da panela... as pessoas são especiais quando olhamos para elas de forma especial. Preciso aprender a olhar alem dessa miopia que me cega...

Enfim, preciso apenas aprender e isso SO vem com o tempo...



domingo, 5 de abril de 2009

domingo, 29 de março de 2009

Abri essa pagina sem saber o que escrever...

Assim me parece que tem sido a minha vida, ja não sei mais o que escrever...
incrivel e assustador...
assustador porque o não saber nos deixa ansiosos e aflitos, nos paraliza,
e agora para onde vou?
Mas incrivel não se saber aonde vai, isso significa que os caminhos são muitos, e que me basta tomar uma decisão, uma folha não escrita esta aberta a qualquer ideia, e podemos estampas nela aquilo que queremos, que sabemos ou que queremos saber...

Adoro folhas em branco, sem pautas, sem limites, apenas uma grande possibilidade...

So me falta agora decidir o que imprimir... Pena que, para uma diretora, eu nunca fui muito boa com decisões, mas nunca é tarde para começar...































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