domingo, 12 de abril de 2009

Ensaio sobre a solidao

Porque temos tanto medo de ficar so? Estar so? Acabar so?
Porque parece que todas nossas inseguranças e medos se acabarão no dia
em que solidao nao houver?
Porque é impossivel ser feliz sozinho?

Sempre tive muito medo disso, sempre achei que precisasse de outro para ser completa
porem, nessa minha necessidade so descobri que o outro me deixava ansiosa, insegura
e cada vez menos completa. Dai os céus - essa entidade tragica helenica - me puniu e me disse:
"seras so até o dia em que aprenda a sê-lo".

Ainda não aprendi. 

Mas descobri que a solidao não é mal, castigo ou punição. Não é culpa minha, dos kilos a mais, do meio em que vivo... Certas coisas apenas são, e tentar explica-las so causa angustia.

Descobri que preciso aprender a so ser, completa so, que não existe outra metade, tampa da panela... as pessoas são especiais quando olhamos para elas de forma especial. Preciso aprender a olhar alem dessa miopia que me cega...

Enfim, preciso apenas aprender e isso SO vem com o tempo...



domingo, 5 de abril de 2009

domingo, 29 de março de 2009

Abri essa pagina sem saber o que escrever...

Assim me parece que tem sido a minha vida, ja não sei mais o que escrever...
incrivel e assustador...
assustador porque o não saber nos deixa ansiosos e aflitos, nos paraliza,
e agora para onde vou?
Mas incrivel não se saber aonde vai, isso significa que os caminhos são muitos, e que me basta tomar uma decisão, uma folha não escrita esta aberta a qualquer ideia, e podemos estampas nela aquilo que queremos, que sabemos ou que queremos saber...

Adoro folhas em branco, sem pautas, sem limites, apenas uma grande possibilidade...

So me falta agora decidir o que imprimir... Pena que, para uma diretora, eu nunca fui muito boa com decisões, mas nunca é tarde para começar...































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segunda-feira, 23 de março de 2009

Ode a Paris



pronto.

esta certo.

acertado.

pago e salvo na memoria do meu computador.

anotado na agenda, que como uma vidente termina no mes de agosto, assim como esse meu sejour...


comprei a passagem.


Brasil, Bahia, Salvador, para o bem ou para o mal 5 de agosto piso os pés nessa terra e banho os cabelos nesse mar, forro esse estomago com o dende pra ver se a cabeça para de pensar

na minha Paris dos espaços minusculos, dos espanhois pequenos e geniais, dos vinhos sem fim, dos cinemas em preto e branco, assim como o inverno, e dos cancans coloridos como a primavera; do café e do chocolate mais caros do mundo, dos croissans amanteigados, dos quilos e quilos a mais; das lagrimas derramadas, dos beijos trocados, das gargalhadas dadas e dos sorrisos mil. Das crianças mimadas, das linguas multiplas, da macarronada italiana. Paris da aprendizagem, do crescimento que não se sente, da saudade que não se vê, das viagens sem fim, do samba na cabeça, do Brasil que não me sai da alma, ainda que Paris tenha roubado meu coração, eu sempre serei tua terrinha do carnaval, eu posso ter transformado as raizes em pernas, mas meus frutos sao sempre tropicais... Mas essa Paris assim tão minha so eu terei, e é com dor que começo as despedidas, os "au revoir" que eu espero que sejam um simples "a toute"... Não existe que você minha bela, perfeita em suas imperfeições, que me fez estrangeira, estrangeira a mim mesma, que me fez brasileira, e me mostrou tão latina quanto a américa cantada por Caetano, que me revelou minhas paixões, e tirou o véu da minha cegueira... A ti serei eternamente grata. Apaixonei-me por ti, e me vi um pouco mais...


ja vou embora

mas sei que vou voltar

amor, não chora

se eu volto é pra ficar...




Mas Brasil não se apoquente, que seu Ode esta no meu samba diario de cada dia...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Nublado

Hoje uma nuvem escondeu o sol que iluminava meu eu...


Deparei-me com a dura realidade de que terei que voltar, o meu lar de outrora ja me parece um recante de férias, e esse meu desconforto divido, ja me é tão mais aconchegante que qualquer "torre dourada"...


E retorno com o quê? Não colecionei amores, nem tampouco desilusões... Não tive uma revelação, nem encontrei o sucesso profissinal e muito menos o acadêmico. Não me encontrei, mas também não encontrei a perdição. Não cortei os cordões, mas descobri que as raizes estão la. Ganhei alguns livro, vi alguns gênios, descobri algumas verdades - ou decifrei mentiras(?). Não me metamorfosei na borboleta que todos prediziam. Continuo a mesma menina de sempre, cabeça nas nuves, coração na mão, pés descalços na terra molhada e uma alma cheia de melancolias, que surgem não se sabe de onde e nem para onde vão. Não descobri se o mais importante é saber de onde vem o vento ou para onde ele vai (para citar o meu gênio Arrabal), de repente seja apenas sentir a brisa, e parar de se perguntar... Senti a brisa, mas não consegui parar de me perguntar...


Apenas vivi momentos, efêmeros como a vida, conheci gentes - que talvez fiquem na alma, ou sumam com a proxima neve. Vi paisagens, cidades em tons pastéis, pessoas almodovarianas, rios poluidos. Vi que as folhas caem no outono para que as flores brotem na primavera; descobri que se o sol some é para que o amemos cada vez que ele ouse aparecer. Senti medo e alegria, me senti sozinha estando acompanhada e completa estando sozinha. Descobri que tenho muito a descobrir, e que não sei respoder às perguntas fundamentais que insistem em me fazer todo o dia. Não sei que teatro eu quero, que faculdade eu quero, que mundo eu quero e que amor eu quero... Tento descobrir que "eu" eu quero, se isso se passar todas as perguntas esmaecerão e a vida perdera o sentido. Não sei se sou Apolinea ou Dionisiaca, se sou ar ou se sou terra, se vou ou se fico...


Talvez esteja lendo muito Nietzsche ou ouvindo Caetando demais...






E eu menos estrangeiro no lugar que no momento

sigo sozinho caminhando contra o vento



e vem uma voz e me diz bem baixo no canto interno do meu ouvido: calma... ainda ha tempo...


de repente até la eu me metamorfoseio...

quarta-feira, 18 de março de 2009


Hoje fomos abandonados por um professor.

Não, ele não resolver fazer greve inativa.

Também não passou dessa pra melhor, ainda.


Decretou um regime de "autogerencia"(necessario dizer que é uma aula de Teatro e filosofias de avantgarde): (re)faremos uma perforamance (se é que algum ato de art vivant pode ser re-feito) dia 1° de Abril - e não faz parte das comemorações do dia da mentira. Ele nos entregou o cartaz e perguntou e se eu não estivesse aqui como vocês fariam? Em seguida avisou que iria mesmo, e marcou um rendez-vous para o dia 8. Criou-se o caos ( devo lembrar que o partido politico-filosofico do tal professor é DADA): "não nos abandone!"; "porque você não vai ao menos ver a performance?"; "o que você vai nos oferecer em troca, monsieur?". Ele partiu mesmo assim...


Dai comecei a me perguntar, é possivel um regime de autogerencia, ou melhor, um espaço em que não haja lider? Quem dara a ultima palavra? Pois sabe-se bem que todos nos amamos dar a ultima palavra, o que acontece se todos os 50 do grupo resolverem fazê-lo? é possivel decidir coletivamente, de forma que todos estejam de acordo? Ou sera que um lider sempre surge? Teremos que anular nossas individualidades por um ideal coletivo? Existe coletivo?


A reunião desenrolou-se sem o professor, alguns tomaram a frente e resolveram problemas, enquanto o resto de nos descutia questões praticas, no fim um a um colocou seu casaco, a mochila nas costas e partiu...


Aguardamos ansiosos pelo dia 1° de abril e o resultado da autogerencia.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Redescobrindo o Sol

A primavera esta chegando, depois de três meses vivendo dias cinzas e frios, os raios dourados do astro-rei dissipam as nuvens, o céu é azul de novo, o sorriso esta no rosto de todos, os parques estão tomados, todos "picnicando", profusão de cangas coloridas em contraste com a grama verde, os galhos, ainda secos, ja apresentam os primeiros gominhos das flores que virão...

Aqui sol é um estado de espirito e não apenas uma bola amarela acima de nossas cabeças
é promessa de vida no meu coração